No vão dessa terra estranha
Eu vi dezenas de corpos
Enfileirados e organizados por tamanho e amargura
Ninguém sabia o motivo, ninguém barganhara desculpas
Desse maldito lugar só se conhece as ofensas e calúnias
A serenidade está naquela taça de vinho
Próximo ao cigarro e à estante de livros
Roda cabeça pensante, bate coração atuante
Escutem os pedestres, as putas e os vigilantes
De que vale ter poucas moedas?
Pra que chorar e acender velas?
A loucura já passou da meia noite
Os sinos desdobram, não avisam, nem descordam
Subverter é a regra
Dessa estrada de mão dupla
A liberdade é utopia
Pra quem só fala e não escuta
Texto: Elise Vasconcelos
Maio - 2013
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