quinta-feira, 4 de junho de 2015

Amantes

Toulouse Lautrec, Two lovers.

Eu, despida de vaidades
Contigo sou quem jamais imaginaria ser
Agora recomeço no teu corpo
Ancoro em tuas águas de mar profundo
Fundida em suor maciço para te carregar no peito

Sou a flor que desabrocha em tua janela
Um pássaro que transborda cantigas no nascer do sol
Tu és o raio que alimenta o meu canto
A chuva que rega minhas pétalas
Embalados nas curvas do vento seguimos em versos singelos





segunda-feira, 2 de março de 2015

Avidez das peles
Impulso de se perder nas horas inexistentes
Ferozmente, desejo seguindo suor adentro
Delicadamente, a sinuosidade das mãos tocando o ar
Verbos e respiração, o coração em arritmia
No chão as carcaças do que não são e nunca serão
As faces verdadeiras, destemidas, se encontrando na travessia dos olhos
Diálogos de loucos conhecidos, a vastidão do interior exposta a sangue frio



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Mesmo?



Ao redor vejo os mesmos contrastes
Os mesmos maus hábitos e hálitos egoístas
O café da manhã com pão hidrogenado requentado na frigideira, a mesma notícia de apagão
O mesmo pânico de fim dos tempos
O medo da extinção, de não ter o que beber/comer, as mesmas condições de racionamento,  o caos nos estacionamentos
Não sabe se reclama ou se toma tento!
Será verdade, mesmo?  Será em 2020 ou em qualquer ano bissexto?
Será na próxima reencarnação? Ou na verdade vivemos essa ilusão?  Ontem, hoje, agora, amanhã... Ou é tudo repetição,  Ou é tudo repetição?  Ou é tudo repetição,  Ou é tudo repetição? Ou é tudo repetição?
Robóticos: Temos números,  nomes, serviços, e cada um o seu cartão.
Idiotizados, manipulados, comprados, amarrados, alienados... hipnotizados.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

C'est la vie


Bipol tumblr



Sofrer não é caminho
É desequilíbrio jorrando em excessos
Pra se afogar em mágoas
Pra se perder o pouco que restou de juízo
Eu escoo em palavras
Não quero prejuízos
Se meus verbos podem ser melodia
Eu os eternizo em poema na vibração da minha sina
Refaço estes passos ao longo da estrada
Ganho espaço para respirar esse ar pesado
Nunca esperei que fosse fácil
Conquistas vem no suor das batalhas
E luto para não morrer em mim a confiança
Eu sirvo para eternizar em mim o amor