segunda-feira, 3 de março de 2014

Abismo

Robert Moses Joyce

A melancolia segue a anatomia da face,
Escoa um rio por entre as passagens do tempo,
Alimenta de musgo a pedra que se carrega no plexo
Dilacera a metódica e doentia fixação de acordar cedo.

Pausas entre suspiros, e a vontade de romper consentida
De nada vale a sanidade.
Estamos há um palmo do império invisível

Presos em abismos interiores
Deslocados dentro de um caixão aberto,
Contemplamos nosso próprio desterro.
Utopias seculares ainda nos perseguem.

Tudo é uma simplória repetição
E não resta coragem para renascer
A criação se perde no parto
Cicatriza na projeção


Texto: Elise Vasconcelos



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http://www.flickr.com/photos/orangebubblegum/with/6473949855/



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