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| Foto: Robert Moses Joyce |
Não permitirei que me partas
Quero que me leias
E lances sobre mim as tuas injúrias
Antes o julgo feroz do que a incapacidade de sentir
O teu tato amargo
Sete léguas em noites escaldantes
Eu andei
Eu andei
E o caminho minha pele castigou
Por onde foste?
O silêncio esconde o mais perturbador desassossego
A cálida respiração trepida no caos
Há falhas ao redor
Mas não consegue retornar
Quando se rompem as frestas
É quando se descobre o porquê
Devo mentir então
Relevante é o medo da solidão
E só as árvores criam raízes
Não precisas ficar
Mesmo que teu corpo em pedaços despeça
Sabes que teu desejo é estar
Texto: Elise Vasconcelos

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