Satisfatório
quando a flecha acerta o centro
Eis-me aqui para desenterrar o teu desespero
Tuas máscaras não suportam a solidão, frágil rosto
Teu gozo é tão falso quanto o golpe do nobre moço
Levanta as saias e mostra para todos como sucede a tua vanglória
Viveste poucos anos, mas já te chafurdas na lama
Melancólica lapidação, teu fim de linhas tortas é o clichê mais tragicômico que já escrevi.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Plágio
Fotocópia
languida
De um branco
preto despintado
Impressão barata
De um arco-íris
desbotado
Um quadro
monocromático
Existência ébria
Foco em desvario,
um ser que mente
De imitação
decadente
Vivendo um monodrama
midiático
Uma dramaturgia trasladada
Melodia
simplória
Soprano que
desencanta
De falsetes
multifacetados
Arruinando belas
partituras
Uma fanfarra sem
regente
Farsa andante
Coração carente
Nem todo
dinheiro do mundo compra
Tua felicidade
indecente
Elise Vasconcelos
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Friday night
O desejo que dissolve além das vias não é mais deleite
Sento desatinada em ferozes desilusões
Numa noite vazia, Sussurros e punhados de mentiras
O copo descansa sobre a mesa
Restaria, como no jogo, um único pavio aceso
Palavreado obsoleto e desmedidos toques sobre os anseios
Contra o muro o repouso emaranhado
Abraços languidos rumando portão adentro
Leito do avesso, livros e cadernetas
Relógio parado, Termômetro 37 e 1/2
Pedaços espalhados no gélido chão do quarto
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Working in Progress
Sento desatinada em ferozes desilusões
Numa noite vazia, Sussurros e punhados de mentiras
O copo descansa sobre a mesa
Restaria, como no jogo, um único pavio aceso
Palavreado obsoleto e desmedidos toques sobre os anseios
Contra o muro o repouso emaranhado
Abraços languidos rumando portão adentro
Leito do avesso, livros e cadernetas
Relógio parado, Termômetro 37 e 1/2
Pedaços espalhados no gélido chão do quarto
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