domingo, 18 de maio de 2014
"731"
Deliciar-se na poesia de corpus
Saciar o que lateja a escuridão
Se teus olhos não quiserem ouvir
Não te restará amor, nem desassossego
Não haverá safena que te retorne
Sussurros te lavam a carne insossa
Solúvel de rosa morta
São cordas que paralisam a roca
O telefone toca, é chegada a hora
Um demônio travestido de paraíso
Lamentos e sorrisos na casa de um menino
Um café esquecido na cafeteria
Cadeiras
Dançantes e quase objetos
Nas paredes as confissões e os dejetos
Tudo o que se deseja e não quer ser
Cartas, poemas e cachaça
Ganha quem não quebrar a primeira taça
Paredes silenciosas, vizinhos impertinentes
A cidade dorme
Nada é aparente
Fim da partida
Infâncias, fanfarra e gritos
Velas, risadas e um bolo
Despedaçado como a vida
Dividido em um Gozo
*Impressões ao visitar a família Dirigível, da casa 731.
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